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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Lançamento do Livro “O Atual Sempre” - de Joselita Rodovalho, um ensaio psicanalítico sobre o inabitável vazio da vida cotidiana



Dia 30/08, o mais novo objeto produzido pela minha querida amiga Joselita Rodrigues Rodovalho foi lançado ao mundo. Seu livro “O Atual Sempre” - um ensaio psicanalítico sobre o inabitável vazio da vida cotidiana, nasceu e nos convoca a refletir esse vazio que habita em todos nós, e do qual teremos que conviver sempre.
Tenho um carinho muito especial pela autora e pela obra. A autora é uma psicanalista, que cumpre essa função com muita ética e competência, conhece muito tanto a práxis quanto a teoria psicanalítica. Foi membro co-fundador de algumas instituições psicanalíticas de Brasília, sendo a mais recente a Escola Lacaniana de Brasília, nessa foto acima ela está ao lado de Rosângela Saraiva (em pé), outra colega muito querida que hoje é diretora da Escola Lacaniana.
Em relação a obra tive a honra de revisá-la por último e participar na indicação da Editora, enfim, acompanhei o "parto" do livro.
A obra é muito interessante e pode ser lida, tanto por profissionais da área, quanto leigos, pois, Joselita expõe com muito clareza e fluência, conceitos fundamentais da psicanálise, como a etiologia das neuroses, casos clínicos de histeria analisados por Freud e outros temas muito atuais, como o prazer e Gozo na cultura e civilização.
Joselita, com sua escrita acertiva, madura e pontual, aponta o lado positivo da angústia, que proporciona ao Sujeito uma nova escolha, ou posição. Todos nós estamos sempre nos reposicioando perante a vida. Adorei a passagem de Jean Alouche, que também está impressa na orelha do livro. " poder passar para uma outra coisa... Sempre". Sabemos que essa passagem nem sempre é fácil, pois, sair da fantasia para o real, implica sempre em destituir algo idealizado. A angústia é o sinal de que algo interno, precisa ser olhado, refletido e quem sabe abandonado, para que possa construir um novo.
Finalizo com a citação da autora, no tópico: Prazer e Gozo:uma Questão de Cultura e Civilização:
"A neurose é um recurso para o sujeito, não do ponto de vista de um estado de saúde mental, mas como uma alternativa de alcançar o impossível: gozar, "com" ou "como" um Outro. No entanto, este recurso ainda que nefasto, permite ao sujeito conjugar-se a um verbo ativo (falar, ler, escrever, ter, gozar, etc). É com um pouco de neurose no jogo das relações entre parceiros, que a sedução pode atravessar a demanda de amor fazendo existir entre um e outro algo a mais que permita ao sujeito demonstrar seu desejo".
Vale a pena conferir esse excelente trabalho!

Um comentário:

Anônimo disse...

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