Esse blog é um espaço para pensarmos e transgredirmos o velho, o conhecido, enfim a "mesmice", pois só no exercício de pensar, refletir, questionar, é que produzimos novas idéias, valores e conhecimentos. Desejo postar tópicos relacionados a temas como: autoconhecimento,técnicas para lidar com o estresse, textos informativos sobre saúde física mental; e tudo que possa auxiliar na harmonia emocional de cada um. Os comentários pertinentes as postagens serão sempre bem-vindos.
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domingo, 9 de setembro de 2007
Dica de leitura : O caçador de Pipas de Khaled Hosseini
O livro, O Caçador de pipas de Kaled Hosseini, foi editado para mais de 29 países e vendeu só nos EUA mais de 2 milhões de cópias, sem dúvida é um successo. Em breve estará nas telas de cinema, pois a produtora Sam Mendes, o mesmo diretor de Beleza Americana, comprou os direitos autorais para produzir o filme.
Todos nós sabemos que os filmes raramante alcançam a profundidade da escrita de um livro. Porém, mesmo para quem leu este excelente romance, vale a pena conferir o filme, pois, é notório pelo trailler, que o diretor foi fiel às palavras de Kaled.
Não vou discorrer aqui a história, até porque sugiro a todos que leiam o livro, pois é delicioso e totalmente envolvente, no entanto, vou me atrever a falar sobre ela, que é muito interessante e me convocou a refletir sobre alguns valores e conceitos.
Mesmo antes de ler o livro eu ficava imaginando o motivo dele ser tão recomendado nas listas de revistas, etc, e porque tantas pessoas o indicavam. Depois que o li, respondi aos meus dois questionamentos. Vamos lá..
A história é excelente porque apesar de ser ficção poderia ser a história de qualquer ser humano, diferentemente dos contos de fadas e dos livros místicos. Porque de qualquer ser humano? Porque qual ser humano não erra, não tem ciúmes, não falha, não sente culpa? Nesse romance os personagens sofrem a díficil e árdua tarefa, que é viver. Amir, um dos personagens principais, em alguns momentos nos causa raiva, tristeza e em outros, compaixão e simpatia. Poucas vezes, vemos tão bem a dicotomia humana. Penso que essa exposição do real tão bem simbolizada pela escrita de Khaled, é que captura a atenção do leitor do começo ao fm do livro. Ao me debruçar sobre suas páginas, além dos dramas humanos, pude conhecer um pouco da estória do Afeganistão e sua degradação. Até nisso a história poderia ser de qualquer ser humano e de qualquer povo do mundo, pois, desde que o mundo é mundo os absurdos de guerra, de dominação e a crueldade se repetem.
Vivemos numa era, onde a tecnologia está cada vez mais avançada, estamos online praticamente com o mundo todo, a globalização é um fato real e virtual. Porém, a intransigência, a necessidade de dominar o outro, a impossibilidade de administrar a diferença persite, Freud nunca foi atual, vale a pena reler o seu texto: O Mal estar da Civilização, mas isso pode ficar pra outra postagem. Voltando ao livro, este nos remete à nossa realidade, ou seja, nunca temos garantias de nada, inclusive de sermos felizes. Outro ponto a ser considerado é uma constatação na teoria e práxis psicanalítica, o retorno do recalcado, para os neuróticos, que muitos chamam de "lei do retorno". Sem dúvida, os personagens vivem intensamente essa lei, todos de alguma forma expiam seus erros e pagam por suas escolhas. Não é assim na vida para todos nós? Finalizo este texto com duas citações. Uma, da minha querida filha que leu o livro antes de mim.
" Bom mãe, o personagem central é muito legal porque é humano!"
E a outra é de Freud: “Setenta anos ensinaram-me a aceitar a vida com serena humildade (...) Não, eu não sou pessimista, não enquanto tiver meus filhos, minha mulher e minhas flores! Não sou infeliz – ao menos não mais infeliz que os outros".
Boa leitura e bom filme daqui a alguns meses....
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